Você insiste em me provocar.
Pensei que você fosse A pessoa. Que besteira, Isso não existe
Eu acreditei em tudo e quase arrisquei me queimar, mas apaguei o fogo antes
Você me abraçava. Você cantava pra mim. Você sorria
Imaginei roseiras...
Hoje, você não passa de uma samambaia.
10.9.10
5.9.10
Muito leve, leve, pousa...
Era outra noite qualquer, o mesmo canto, os mesmos rostos. E o esforço pra contentar-se com o marasmo das sextas-feiras. Havia algumas pessoas importantes lá, tombando, rindo, gritando; mas nem uma delas, por mais que quisessem chamar atenção, brilhava tanto quanto o garoto que mal abria a boca. Ele só não passava despercebido em razão do tom pálido da pele e do corpo extremamente magro, denunciando uma possível grave doença. Quem se importa? Eu dei um salto, senti meus pés fora do chão por horas, pulei a 70 mil deles. O ar rarefeito me levou para o outro lado do país, para as praias desertas que já não estariam desertas quando nós dois deitássemos na areia branca, não sei se ele toca violão, não tem problema, eu tocaria Beatles na hora do pôr-do-sol e não precisaria de outras coisas além de música, câmeras e água de côco. Por um segundo, cai em mim e percebi que estava, novamente, planejando um futuro com alguém que, à respeito da vida, eu nada sabia, vai ver não sabia nada da minha também. Ainda de olhos fechados, senti o calor de João Pessoa e o aconchego de São José de Piranhas - eu estava em casa, e estava apaixonada.
3.9.10
When I met you in the restaurant
You could tell I was no debutant
You asked me what's my pleasure
A movie or a measure
I'll have a cup of tea
And tell you of my dreaming
Dreaming is free
Dreaming
Dreaming is free
I don't want to live on charity
Pleasure's real or is it fantasie?
Reel to reel is living rarity
People stop and stare at me
We just walk on by
We just keep on dreaming
Dreaming is free
Dreaming
Dreaming is free
Feet-feet
Walking a two mile
Meet-meet
Meet me at the turnstile
I never met him, I'll never forget him
Dream-dream
Even for a little while
Dream-dream
Filling up an idle hour
Fade away, wow! Radiate
I sit by and watch the river flow
I sit by and watch the traffic go
Imagine something of your very own
Something you can have and hold
I'd build a road in gold
Just to have some dreaming
Dreaming is free
Dreaming... dreaming
Dreaming is free
You could tell I was no debutant
You asked me what's my pleasure
A movie or a measure
I'll have a cup of tea
And tell you of my dreaming
Dreaming is free
Dreaming
Dreaming is free
I don't want to live on charity
Pleasure's real or is it fantasie?
Reel to reel is living rarity
People stop and stare at me
We just walk on by
We just keep on dreaming
Dreaming is free
Dreaming
Dreaming is free
Feet-feet
Walking a two mile
Meet-meet
Meet me at the turnstile
I never met him, I'll never forget him
Dream-dream
Even for a little while
Dream-dream
Filling up an idle hour
Fade away, wow! Radiate
I sit by and watch the river flow
I sit by and watch the traffic go
Imagine something of your very own
Something you can have and hold
I'd build a road in gold
Just to have some dreaming
Dreaming is free
Dreaming... dreaming
Dreaming is free
29.8.10
23.8.10
8.7.10
Não sou boa com palavras.
Queria conseguir dizer muitas coisas bonitas, que eu sinto, de fato. Dizer que eu gosto de ficar ao seu lado, ainda mais quando a noite chega; que eu não ligo se a gente discorda em alguns pontos; que dói saber que você espera tanto de mim, e eu fico parada falando as maiores besteiras, fingindo ser sei lá o quê, quando poderia ser algo verdadeiro sem medo. Dói mais ainda quando eu penso que, talvez, você já não espere nada.
Eu sou tão egoísta que dá raiva te ver seguindo sem olhar pra trás.
Queria conseguir dizer muitas coisas bonitas, que eu sinto, de fato. Dizer que eu gosto de ficar ao seu lado, ainda mais quando a noite chega; que eu não ligo se a gente discorda em alguns pontos; que dói saber que você espera tanto de mim, e eu fico parada falando as maiores besteiras, fingindo ser sei lá o quê, quando poderia ser algo verdadeiro sem medo. Dói mais ainda quando eu penso que, talvez, você já não espere nada.
Eu sou tão egoísta que dá raiva te ver seguindo sem olhar pra trás.
5.7.10
março/2010
'dedicada a tua inocência
ao teu sorriso tão bobo
tenho falado muito em sorrisos
é o que eu mais gosto em você
não precisa mudar em nada
eu vou saber lidar com teus defeitos
com teus horários atravessados
e continuar contigo do mesmo jeito
porque quando tudo parecia sujo
você me mostrou um outro mundo
onde, além de ver, pude sentir
a verdade em teus lábios nos meus
tive certeza, mesmo com medo
naquela noite boa de março
que você era meu, eu era sua
e o resto pouco importava'
'dedicada a tua inocência
ao teu sorriso tão bobo
tenho falado muito em sorrisos
é o que eu mais gosto em você
não precisa mudar em nada
eu vou saber lidar com teus defeitos
com teus horários atravessados
e continuar contigo do mesmo jeito
porque quando tudo parecia sujo
você me mostrou um outro mundo
onde, além de ver, pude sentir
a verdade em teus lábios nos meus
tive certeza, mesmo com medo
naquela noite boa de março
que você era meu, eu era sua
e o resto pouco importava'
Felicidade pode ser isso
Andar sem peso nas costas e nos bolsos
Enquanto ainda está claro
Não importa se não tenho 1 centavo
Sobrou um maço de cigarro
E muita cara de pau
Felicidade pode ser isso...
Te trombar numa praça
Tomar sua cerveja
Te beijar na surdina
Acordar e te ver ao lado
Cantando e sorrindo..
Felicidade pode ser isso
- eu estava suja, maquiagem borrada, nem podia, ao menos, voltar pra casa. mas não me sentia bem assim há anos :)
Andar sem peso nas costas e nos bolsos
Enquanto ainda está claro
Não importa se não tenho 1 centavo
Sobrou um maço de cigarro
E muita cara de pau
Felicidade pode ser isso...
Te trombar numa praça
Tomar sua cerveja
Te beijar na surdina
Acordar e te ver ao lado
Cantando e sorrindo..
Felicidade pode ser isso
- eu estava suja, maquiagem borrada, nem podia, ao menos, voltar pra casa. mas não me sentia bem assim há anos :)
17.6.10
Eu vou mudar tudo o que não me convém
Hoje tenho tudo que eu podia querer
Mas dinheiro não é tudo, tenho muito a fazer
[...]
Eu não sei fazer poesia, mas que se foda
Eu odeio gente chique, eu não uso sapato
Mas que se foda!
Hoje você pixa quem já te ajudou
E vem falando mal de quem já te fortaleceu
Mas um homem de verdade não se faz só com palavras
Você perdeu a moral e quem perdeu, perdeu.
Hoje tenho tudo que eu podia querer
Mas dinheiro não é tudo, tenho muito a fazer
[...]
Eu não sei fazer poesia, mas que se foda
Eu odeio gente chique, eu não uso sapato
Mas que se foda!
Hoje você pixa quem já te ajudou
E vem falando mal de quem já te fortaleceu
Mas um homem de verdade não se faz só com palavras
Você perdeu a moral e quem perdeu, perdeu.
15.6.10
13.6.10
Vale a pena deixar o mundo de lado quando aqueles raios de sol poente entram pelas frestas e te convidam a dar uma volta. Observar velhas paisagens com novos olhos, encontrar um pedaço qualquer de verde e tomar consciência de que o tempo passou e trouxe algo abstrato pra complementar a vida. Que fortaceleu, curou, fez bem.
Ahh...
Horizontes, horizontes
Ahh...
Horizontes, horizontes
28.5.10
"É que ela sentia falta de encontrar-se consigo mesma e sofrer um pouco é um encontro."
Ela quis se machucar por dentro mas não doeu. Na verdade, aliviou.
Há uns minutos atrás, porém, sentia-se perdida. Pensamentos faziam seu coração disparar. Agora tem a certeza de que tudo vai dar certo pois tentará ao máximo fazer com que isso aconteça, por mais difícil que seja. Fez umas listas, ouviu umas músicas, leu alguns trechos de livros, dispensou os de auto-ajuda porque ajuda vem da meditação. Foi procurar um pouco de fé, não importa no que.
"você tem dois olhos, mantenha ao menos um no seu objetivo" - repetiu isso a noite inteira.
Ela quis se machucar por dentro mas não doeu. Na verdade, aliviou.
Há uns minutos atrás, porém, sentia-se perdida. Pensamentos faziam seu coração disparar. Agora tem a certeza de que tudo vai dar certo pois tentará ao máximo fazer com que isso aconteça, por mais difícil que seja. Fez umas listas, ouviu umas músicas, leu alguns trechos de livros, dispensou os de auto-ajuda porque ajuda vem da meditação. Foi procurar um pouco de fé, não importa no que.
"você tem dois olhos, mantenha ao menos um no seu objetivo" - repetiu isso a noite inteira.
Hoje eu recebi a melhor notícia que poderia receber, considerando algumas coisas. Então, meu amor-amigo-companheiro-irmão-etc não vai mais pra Pernambuco e ficar 7 anos. Tá, vai pra Cambuci, ficar 1 mês lá e uma semana aqui, muito muito muito melhor, de verdade, to muito contente com essa notícia, ele não vai mais cair no mundo shaushuahs *________*
A gente conversou tanto hoje, me fez tão bem... afinal, não nos conhecemos de um dia pro outro, né nego? ;)
Moonssstrooo da florestaaa shuashuahus s2
A gente conversou tanto hoje, me fez tão bem... afinal, não nos conhecemos de um dia pro outro, né nego? ;)
Moonssstrooo da florestaaa shuashuahus s2
Eu quis muito. Eu quis tudo. Planejei e repaginei uma vida inteira, transformei em um caderno, comecei arrancando as páginas inválidas, cujo conteúdo não passava de utopias, sonhos fúteis, devaneios... agora todasas folhas estão no lixo.
Eu fui tanta coisa. Permaneci em queda livre e, por mais que tentasse me agarrar as enormes pedras que encontrava, perdi forças e me lançei novamente no abismo que me causava um deja vu.
Quero ter calma. Quero tranquilidade Quero firmar meus pés e saber que conheço o caminho. Quero me consertar. Quero abrir as janelas, sorrir, sentir que meu coração pulsa forte porque não quer amargar, não quer morrer, e pulsa em paz. Quero fechar os olhos e dormir. Depois acordar sabendo que está tudo bem, tudo bem, tudo bem...
Eu quero muito. Eu quero tudo. Mas acho que isso é querer um pouco demais.
Eu fui tanta coisa. Permaneci em queda livre e, por mais que tentasse me agarrar as enormes pedras que encontrava, perdi forças e me lançei novamente no abismo que me causava um deja vu.
Quero ter calma. Quero tranquilidade Quero firmar meus pés e saber que conheço o caminho. Quero me consertar. Quero abrir as janelas, sorrir, sentir que meu coração pulsa forte porque não quer amargar, não quer morrer, e pulsa em paz. Quero fechar os olhos e dormir. Depois acordar sabendo que está tudo bem, tudo bem, tudo bem...
Eu quero muito. Eu quero tudo. Mas acho que isso é querer um pouco demais.
De volta pra casa...
Eu precisei tanto de você, de qualquer coisinha que viesse de você - uma ligação, uma visita, um recado, não importa, você poderia ter aparecido a qualquer hora (eu daria um jeito) nem que fosse apenas pra tomar um café. Mas não veio nada, nada. Fiquei me perguntando o que diabos teria acontecido e a resposta era "nada, nada". Mentira.
Sinto sua falta e você sabe disso. mas anda ocupado demais pra perder tempo com as minhas conversas bobas. As pessoas que te rodeiam são muito mais inteligentes e empolgantes...
Contigo cheguei mais perto de acreditar que seria mesmo pra sempre, que idiotice. Acontece que amigos de verdade não abandonam uns aos outros. E essa foi a perda mais dolorosa pra mim.
Mas de qualquer forma, agora eu lavo minhas mãos. Falando sério.
Sinto sua falta e você sabe disso. mas anda ocupado demais pra perder tempo com as minhas conversas bobas. As pessoas que te rodeiam são muito mais inteligentes e empolgantes...
Contigo cheguei mais perto de acreditar que seria mesmo pra sempre, que idiotice. Acontece que amigos de verdade não abandonam uns aos outros. E essa foi a perda mais dolorosa pra mim.
Mas de qualquer forma, agora eu lavo minhas mãos. Falando sério.
21.4.10
3.4.10
YOU KNOW WHO'S BACK UP IN THIS MOTHERFUCKER!!!
Tô de volta, bitches.
Resumindo:
"Essa é a vida, gostosa e divertida." - Beijosnãomeliga!
Resumindo:
"Essa é a vida, gostosa e divertida." - Beijosnãomeliga!
2.4.10
Ela ficou tão diferente com o passar do tempo.
Entregou-se ao seu próprio mundo, criado a partir de desenhos e sonhos. Pensava muito no amanhã, embora não admitisse. Deixou as flores de lado, os longos cabelos já não arrumava, deixou as roupas coloridas, os brincos de pérola, a pele alva, os velhos amigos, os velhos planos. E queria muito tudo isso de volta, embora não admitisse.
Às vezes sorria.
Ela erguia a cabeça e fitava a todos como se fossem marionetes do seu circo, mas sabia que não era bem assim. Na verdade, ela era a marionete. Não encontrava-se em ambiente algum, não pertencia a lugar algum, não tinha vínculo ou raíz alguma. E foi apodrecendo como as árvores cortadas pela metade, pois tinha sido cortada também, e a metade que lhe arrancaram era a melhor que havia nela.
Às vezes chorava.
Nunca fora forte o suficiente para fingir por tanto tempo. Uma hora ela desmoronava nos braços de alguém e dava até pena vê-la tão perdida, tão encolhidinha, tão mulher e tão menina que corre de noite pra debaixo das cobertas dos pais, temendo o escuro e os relâmpagos. Dava pena saber que havia tanta angústia e medo num coração só - como poderia?
Era um absurdo ver seus olhos quase cor-de-mel perderem o brilho, tornarem-se só pupila; seu sorriso perfeito ficar estagnado; sua voz suave que cantarolava por aí a fora perder o timbre e balbuciar algumas palavras desconexas.
Às vezes nada.
Também era estranho sentir-se alheia à tudo. Enterrar as mágoas, enterrar o amor que era tão imenso (quando o teve), enterrar o que lhe fazia mal e ir se arrastando para os dias que chegavam, sem vontade, com vontade, triste, alegre. Rotina não era a sua praia.
De tanto arrastar-se ela foi se desgastando, dilacerando. Tipo quando amarram alguém em um carro e arrastam por quilômetros e quilômetros até não sobrar nada. Foi assim, mas de um jeito muito lento, lentíssimo.
Nesse crime brutal, primeiro foram-se as flores; depois os longos cabelos; a cada curva, uma peça de suas roupas coloridas; a cada lombada, os brincos de pérola; a cada buraco, um pouco de sua pele alva, então, a cada vez que batia a cabeça contra o asfalto duro e sujo, os velhos amigos, os velhos planos.
Ela ficou tão morta com o passar do tempo.
Entregou-se ao seu próprio mundo, criado a partir de desenhos e sonhos. Pensava muito no amanhã, embora não admitisse. Deixou as flores de lado, os longos cabelos já não arrumava, deixou as roupas coloridas, os brincos de pérola, a pele alva, os velhos amigos, os velhos planos. E queria muito tudo isso de volta, embora não admitisse.
Às vezes sorria.
Ela erguia a cabeça e fitava a todos como se fossem marionetes do seu circo, mas sabia que não era bem assim. Na verdade, ela era a marionete. Não encontrava-se em ambiente algum, não pertencia a lugar algum, não tinha vínculo ou raíz alguma. E foi apodrecendo como as árvores cortadas pela metade, pois tinha sido cortada também, e a metade que lhe arrancaram era a melhor que havia nela.
Às vezes chorava.
Nunca fora forte o suficiente para fingir por tanto tempo. Uma hora ela desmoronava nos braços de alguém e dava até pena vê-la tão perdida, tão encolhidinha, tão mulher e tão menina que corre de noite pra debaixo das cobertas dos pais, temendo o escuro e os relâmpagos. Dava pena saber que havia tanta angústia e medo num coração só - como poderia?
Era um absurdo ver seus olhos quase cor-de-mel perderem o brilho, tornarem-se só pupila; seu sorriso perfeito ficar estagnado; sua voz suave que cantarolava por aí a fora perder o timbre e balbuciar algumas palavras desconexas.
Às vezes nada.
Também era estranho sentir-se alheia à tudo. Enterrar as mágoas, enterrar o amor que era tão imenso (quando o teve), enterrar o que lhe fazia mal e ir se arrastando para os dias que chegavam, sem vontade, com vontade, triste, alegre. Rotina não era a sua praia.
De tanto arrastar-se ela foi se desgastando, dilacerando. Tipo quando amarram alguém em um carro e arrastam por quilômetros e quilômetros até não sobrar nada. Foi assim, mas de um jeito muito lento, lentíssimo.
Nesse crime brutal, primeiro foram-se as flores; depois os longos cabelos; a cada curva, uma peça de suas roupas coloridas; a cada lombada, os brincos de pérola; a cada buraco, um pouco de sua pele alva, então, a cada vez que batia a cabeça contra o asfalto duro e sujo, os velhos amigos, os velhos planos.
Ela ficou tão morta com o passar do tempo.
19.2.10
Pra falar verdade, às vezes minto
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto
Pra dizer, às vezes que, às vezes, não digo
Sou capaz de fazer da minha briga o meu abrigo
Tanto faz não satisfaz o que preciso
Além do mais, quem busca nunca é indeciso
Eu busquei quem sou
Você, por mim, mostrou
Que eu não sou sozinha nesse mundo
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto fujo
Bastam as penas que eu mesmo sinto de mim
Junto todas, crio asas, viro querubim
Sou da cor, do tom, sabor e som que quiser ouvir
Sou calor, clarão e escuridão que te faz dormir
Quero mais, quero a paz que me prometeu
Volto atrás se voltar atrás, assim como eu
Busquei quem sou
Você, por mim, mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto fujo...
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto
Pra dizer, às vezes que, às vezes, não digo
Sou capaz de fazer da minha briga o meu abrigo
Tanto faz não satisfaz o que preciso
Além do mais, quem busca nunca é indeciso
Eu busquei quem sou
Você, por mim, mostrou
Que eu não sou sozinha nesse mundo
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto fujo
Bastam as penas que eu mesmo sinto de mim
Junto todas, crio asas, viro querubim
Sou da cor, do tom, sabor e som que quiser ouvir
Sou calor, clarão e escuridão que te faz dormir
Quero mais, quero a paz que me prometeu
Volto atrás se voltar atrás, assim como eu
Busquei quem sou
Você, por mim, mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto fujo...
17.2.10
Eu te amei muito.
Nunca disse, como você também não disse,
Mas acho que você soube.
Pena que as grades e as cucas confusas não saibam amar.
Pena, também, que a gente se envergonhe de dizer.
A gente não devia ter vergonha do que é bonito.
Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo,
E que então tudo vai ser mais claro,
Que não vai haver mais medo nem coisas falsas.
Há uma porção de coisas minhas que você não sabe,
E que precisaria saber para compreender todas as vezes,
Que fugi de você e voltei e tornei a fugir.
São coisas difíceis de serem contadas,
Mais difíceis, talvez, de serem compreendidas.
Se um dia a gente se encontrar de novo, em amor,
Eu direi delas, caso contrário não será preciso.
Eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha - e tenho - por você.
Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém,
Como você existe em mim.
- sem tirar nem acrescentar uma só palavra.
Nunca disse, como você também não disse,
Mas acho que você soube.
Pena que as grades e as cucas confusas não saibam amar.
Pena, também, que a gente se envergonhe de dizer.
A gente não devia ter vergonha do que é bonito.
Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo,
E que então tudo vai ser mais claro,
Que não vai haver mais medo nem coisas falsas.
Há uma porção de coisas minhas que você não sabe,
E que precisaria saber para compreender todas as vezes,
Que fugi de você e voltei e tornei a fugir.
São coisas difíceis de serem contadas,
Mais difíceis, talvez, de serem compreendidas.
Se um dia a gente se encontrar de novo, em amor,
Eu direi delas, caso contrário não será preciso.
Eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha - e tenho - por você.
Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém,
Como você existe em mim.
- sem tirar nem acrescentar uma só palavra.
14.2.10
Eu preciso muito muito de você eu quero muito muito você aqui de vez em quando nem que seja muito de vez em quando você nem precisa me trazer maçãs nem perguntar se estou melhor você não precisa trazer nada só você mesmo você nem precisa dizer alguma coisa no telefone basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio juro como não peço mais nada além do seu silêncio do outro lado da linha ou do outro lado da porta ou do outro lado do muro. Mas eu preciso muito muito de você.
13.2.10
Para uma avenca partindo
... deixa eu te dizer, antes que o ônibus parta, que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressiva não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento, essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente.
memórias, memórias, memórias... :'(
memórias, memórias, memórias... :'(
The 1st time I saw you
I did try hard to burn my eyes
Life was but a sad dream
I was but a sad breath
But you were something like sand
When sunlight hits the sea...
The 2nd time I saw you
I was about to take the road
I asked would you wait for me
You said life ain't a highway
Better if we'd been born
As siamese songbirds
The 3rd time I saw you
It was like I was gonna die
I was waiting outside
And you just had a new guy
And asked me why, I, I...
Son, son, son, won't you come along?
We have no time for another song, song, song
Won't you sing along? We have no sea, child
The 5th time I saw you
He was traveling abroad
And your eyes, they were not here
You just made new friends
While I tried to stop with cigarrettes
The 6th time I saw you
I was properly insane
For the whisky I had drunk
The drugs I'd taken
Gimme one way, you'll realize
The 7th time I saw you
You were married again
And if I had just once kissed you
Things wouldn't be the same
Surely the sky'd be different
The 8th time I saw you
I was strummin' the guitar
And your ears were not for me
My ears were a-bleeding
The waiter was blind
Please someone blind my eyes...
The last time I saw you
It was about 6 a.m
You approached me in a strange car
Finally kissed me
Then did wave goodbye
Before you disappear
Sometimes I ache, baby
Or I ain't hard enought to stand
But the days, they just drown me
Coming back from work
Having sour breakfast
Seasick from your chest
I did try hard to burn my eyes
Life was but a sad dream
I was but a sad breath
But you were something like sand
When sunlight hits the sea...
The 2nd time I saw you
I was about to take the road
I asked would you wait for me
You said life ain't a highway
Better if we'd been born
As siamese songbirds
The 3rd time I saw you
It was like I was gonna die
I was waiting outside
And you just had a new guy
And asked me why, I, I...
Son, son, son, won't you come along?
We have no time for another song, song, song
Won't you sing along? We have no sea, child
The 5th time I saw you
He was traveling abroad
And your eyes, they were not here
You just made new friends
While I tried to stop with cigarrettes
The 6th time I saw you
I was properly insane
For the whisky I had drunk
The drugs I'd taken
Gimme one way, you'll realize
The 7th time I saw you
You were married again
And if I had just once kissed you
Things wouldn't be the same
Surely the sky'd be different
The 8th time I saw you
I was strummin' the guitar
And your ears were not for me
My ears were a-bleeding
The waiter was blind
Please someone blind my eyes...
The last time I saw you
It was about 6 a.m
You approached me in a strange car
Finally kissed me
Then did wave goodbye
Before you disappear
Sometimes I ache, baby
Or I ain't hard enought to stand
But the days, they just drown me
Coming back from work
Having sour breakfast
Seasick from your chest
12.2.10
7
Não posso disperdiçar palavras, da minha boca não sairá nem mais uma monossílaba sobre "nós". Só os meus dedos funcionarão como um meio de desabafo não sonoro
Não vou olhar em seus olhos como olhava antes, nem cumprimentar com a mesma ternura. Porque não há ternura alguma entre os restos.
Mas... "eu volto atrás, se voltar atrás assim como eu". Aceito pedidos de desculpa, também.
Só precisava dizer, depois de, na verdade, não ter dito nada, que eu te amei muito. Céus, como te amei. Amei até não aguentar mais. Depois disso só restou uma dose de afeto.
sem poetizar
ahhh que escritinho veeeelho, mas todos os meus pontos de partida terminam exatamente aí. exatamente.
Não vou olhar em seus olhos como olhava antes, nem cumprimentar com a mesma ternura. Porque não há ternura alguma entre os restos.
Mas... "eu volto atrás, se voltar atrás assim como eu". Aceito pedidos de desculpa, também.
Só precisava dizer, depois de, na verdade, não ter dito nada, que eu te amei muito. Céus, como te amei. Amei até não aguentar mais. Depois disso só restou uma dose de afeto.
sem poetizar
ahhh que escritinho veeeelho, mas todos os meus pontos de partida terminam exatamente aí. exatamente.
- SE ENTREEEGAAAA, CORIIIISCOO!
- EU NÃO ME ENTREGO NÃÃÃO!
EU NÃO SOU PASSARINHO PRA VIVER LÁ NA PRISÃO
- SE ENTREEEGAAAA, CORIIIISCOO!
- EU NÃO ME ENTREGO NÃÃÃO!
NÃO ME ENTREGO AO TENENTE
NÃO ME ENTREGO AO CAPITÃO
EU ME ENTREGO SÓ NA MORTE,
DE PARABELO NA MÃÃÃO!
(... pena que não foi exatamente isso que o Corisco falou quando foi morto)
- EU NÃO ME ENTREGO NÃÃÃO!
EU NÃO SOU PASSARINHO PRA VIVER LÁ NA PRISÃO
- SE ENTREEEGAAAA, CORIIIISCOO!
- EU NÃO ME ENTREGO NÃÃÃO!
NÃO ME ENTREGO AO TENENTE
NÃO ME ENTREGO AO CAPITÃO
EU ME ENTREGO SÓ NA MORTE,
DE PARABELO NA MÃÃÃO!
(... pena que não foi exatamente isso que o Corisco falou quando foi morto)
28.1.10
Essa música não precisa de comentários adicionais...
É isso aí, D2, o momento é de caos
A população tá bolada, eu também tô bolado
Numa cidade muito longe, muito longe daqui
Numa cidade muito longe, muito longe daqui
Que tem problemas que parecem os problemas daqui
Que tem favelas que parecem as favelas daqui
Existem homens maus, sem alma e sem coração
Existem homens da lei, com determinação
Mas o momento é de caos porque a população
Na brincadeira sinistra de polícia & ladrão,
Não sabe ao certo quem é, quem é herói ou vilão
Não sabe ao certo quem vai, quem vem na contra-mão
É... não sabe ao certo quem é, quem é herói ou vilão
Não sabe ao certo quem vai, quem vem na contra-mão
Porque tem homem mau que vira homem bom
Porque tem homem mau que vira homem bom
Quando ele compra o remédio, quando ele banca o feijão
Quando ele tira pra dar, quando ele dá proteção...
Porque tem homem da lei que vira homem mau
Porque tem homem da lei que vira homem mau
Quando ele vem pra tirar, quando ele caga no pau
Quando ele vem pra salvar e sai matando geral...
É, parceiro, e é ai que a chapa esquenta
É nessa hora que a gente vê quem é fiel...
Mas tanto lá como cá, ladrão que rouba ladrão
Não tem acerto ou pedido
Errou? Errou? Errou, não tem perdão
Quem fala muito é x-9 e desses a gente tem de montão
Mas o "x" do goverto está na corrupção
Um dia o bicho pegou, o coro comeu
Polícia e bandido bateram de frente
Aí, meu cumpadi, aí tu sabe, aí foi chapa quente
Bateu de frente um bandido e um sub tenente, lá do batalhão
Foi tiro de lá e de cá, balas perdidas no ar
Até que o silêncio gritou, dois corpos no chão, que azar
Feridos na mesma ambulância, uma dor de matar
Mesmo mantendo a distância não deu pra calar
Polícia e bandido trocaram farpas, farpas que pareciam balas
E o bandido falou:
Você levou tanto dinheiro meu, e agora vem querendo me prender
Eu te avisei, você não se escondeu, deu no que deu e a gente tá aqui
Pedindo a Deus pro corpo resistir, será que Ele tá afim de ouvir?
Você tem tanta bazuca, pistola, fuzil e granada
Me diz pra que tu-tem-tan-ta-mu-ni-ção?
É que além de vocês, nóis ainda enfrenta um outro comando
Outra facção que só tem alemão sanguinário, um bando de otário
Marrento querendo mandar
Por isso que eu to bolado assim, eu também tô bolado sim
É que o judiciário tá todo comprado e o legislativo tá financiado
E o pobre operário, que joga seu voto no lixo,
Não sei se por raiva ou só por capricho
Coloca a culpa de tudo nos homens do camburão
E eles colocam a culpa de tudo na população...
E o bandido:
E se eu morrer, vem outro em meu lugar
Polícia:
E se eu morrer, vão me condecorar
E se eu morrer, será que vão chorar?
E se eu morrer, será que vão lembrar?
E se eu morrer? (já era...) E se eu morrer?
E se eu morrer? (foi...) E se eu morrer?
Chega de ser sub julgado
Sub traído
Sub bandido de um sub lugar
Sub tenente de um sub país
Sub infeliz... sub infeliz...
Mas essa história eu volto a repetir:
Aconteceu numa cidade muito longe, muito longe daqui
Numa cidade muito longe, muito longe daqui
Que tem favelas que parecem as favelas daqui
Que tem problemas que parecem os problemas daqui
É isso ai, Sapucaí...
Polícia ou bandido? Vai saber, né?
A população tá bolada, eu também tô bolado
Numa cidade muito longe, muito longe daqui
Numa cidade muito longe, muito longe daqui
Que tem problemas que parecem os problemas daqui
Que tem favelas que parecem as favelas daqui
Existem homens maus, sem alma e sem coração
Existem homens da lei, com determinação
Mas o momento é de caos porque a população
Na brincadeira sinistra de polícia & ladrão,
Não sabe ao certo quem é, quem é herói ou vilão
Não sabe ao certo quem vai, quem vem na contra-mão
É... não sabe ao certo quem é, quem é herói ou vilão
Não sabe ao certo quem vai, quem vem na contra-mão
Porque tem homem mau que vira homem bom
Porque tem homem mau que vira homem bom
Quando ele compra o remédio, quando ele banca o feijão
Quando ele tira pra dar, quando ele dá proteção...
Porque tem homem da lei que vira homem mau
Porque tem homem da lei que vira homem mau
Quando ele vem pra tirar, quando ele caga no pau
Quando ele vem pra salvar e sai matando geral...
É, parceiro, e é ai que a chapa esquenta
É nessa hora que a gente vê quem é fiel...
Mas tanto lá como cá, ladrão que rouba ladrão
Não tem acerto ou pedido
Errou? Errou? Errou, não tem perdão
Quem fala muito é x-9 e desses a gente tem de montão
Mas o "x" do goverto está na corrupção
Um dia o bicho pegou, o coro comeu
Polícia e bandido bateram de frente
Aí, meu cumpadi, aí tu sabe, aí foi chapa quente
Bateu de frente um bandido e um sub tenente, lá do batalhão
Foi tiro de lá e de cá, balas perdidas no ar
Até que o silêncio gritou, dois corpos no chão, que azar
Feridos na mesma ambulância, uma dor de matar
Mesmo mantendo a distância não deu pra calar
Polícia e bandido trocaram farpas, farpas que pareciam balas
E o bandido falou:
Você levou tanto dinheiro meu, e agora vem querendo me prender
Eu te avisei, você não se escondeu, deu no que deu e a gente tá aqui
Pedindo a Deus pro corpo resistir, será que Ele tá afim de ouvir?
Você tem tanta bazuca, pistola, fuzil e granada
Me diz pra que tu-tem-tan-ta-mu-ni-ção?
É que além de vocês, nóis ainda enfrenta um outro comando
Outra facção que só tem alemão sanguinário, um bando de otário
Marrento querendo mandar
Por isso que eu to bolado assim, eu também tô bolado sim
É que o judiciário tá todo comprado e o legislativo tá financiado
E o pobre operário, que joga seu voto no lixo,
Não sei se por raiva ou só por capricho
Coloca a culpa de tudo nos homens do camburão
E eles colocam a culpa de tudo na população...
E o bandido:
E se eu morrer, vem outro em meu lugar
Polícia:
E se eu morrer, vão me condecorar
E se eu morrer, será que vão chorar?
E se eu morrer, será que vão lembrar?
E se eu morrer? (já era...) E se eu morrer?
E se eu morrer? (foi...) E se eu morrer?
Chega de ser sub julgado
Sub traído
Sub bandido de um sub lugar
Sub tenente de um sub país
Sub infeliz... sub infeliz...
Mas essa história eu volto a repetir:
Aconteceu numa cidade muito longe, muito longe daqui
Numa cidade muito longe, muito longe daqui
Que tem favelas que parecem as favelas daqui
Que tem problemas que parecem os problemas daqui
É isso ai, Sapucaí...
Polícia ou bandido? Vai saber, né?
26.1.10
I'm fucking alive
...
quase.
Os detalhes não são muito importantes agora. Só queria vomitar de uma forma lírica o que estou sentindo. E vomitar no literal, também.
Impotência - é essa a palavra. Sinto-me impotente diante dessa situação, dessa confusão, desses ãos, desse mundo inteiro. Fraca. Febril. Fevereiro bate à porta e eu ainda não sei que rumo minha vida vai tomar, ou que rumo tomarão por ela.
Saudades de muitas pessoas, algumas eu nem cheguei a conhecer bem but anyway.
Estou em casa. Me acomodei na velha cadeira, com uma xícara de café e um cigarro, como sempre.
Conveniente.
Como sempre, conveniente. Não.
Então eu sentei com todas essas tranqueiras que, segundo o Borges, vão me matar e me senti incrivelmente... feliz. "Liberta", até as coisas mais triviais tornaram-se awesome.
Mas depois veio a angustia que está até agora me doendo na alma e na carne, como sempre.
Conveniente.
Hoje vou passar mais uma noite inteira tentando dormir, tentando esquecer, tentando responder um monte de perguntas sem conseguir - dormir, esquecer e responder. A diferença é que estarei na minha cama, debaixo do meu cobertor, apoiada no meu travesseiro, com os olhos secos debaixo da iluminação do meu lustre.
Depois? Eu não tenho a mínima ideia.
É isso
The time is gone
The song is over
Though I'd something more to say
.-.
quase.
Os detalhes não são muito importantes agora. Só queria vomitar de uma forma lírica o que estou sentindo. E vomitar no literal, também.
Impotência - é essa a palavra. Sinto-me impotente diante dessa situação, dessa confusão, desses ãos, desse mundo inteiro. Fraca. Febril. Fevereiro bate à porta e eu ainda não sei que rumo minha vida vai tomar, ou que rumo tomarão por ela.
Saudades de muitas pessoas, algumas eu nem cheguei a conhecer bem but anyway.
Estou em casa. Me acomodei na velha cadeira, com uma xícara de café e um cigarro, como sempre.
Conveniente.
Como sempre, conveniente. Não.
Então eu sentei com todas essas tranqueiras que, segundo o Borges, vão me matar e me senti incrivelmente... feliz. "Liberta", até as coisas mais triviais tornaram-se awesome.
Mas depois veio a angustia que está até agora me doendo na alma e na carne, como sempre.
Conveniente.
Hoje vou passar mais uma noite inteira tentando dormir, tentando esquecer, tentando responder um monte de perguntas sem conseguir - dormir, esquecer e responder. A diferença é que estarei na minha cama, debaixo do meu cobertor, apoiada no meu travesseiro, com os olhos secos debaixo da iluminação do meu lustre.
Depois? Eu não tenho a mínima ideia.
É isso
The time is gone
The song is over
Though I'd something more to say
.-.
3.1.10
João Cabral de Melo Neto
O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso.Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão.
Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso.Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão.
Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.
"Na verdade, não me excitou nem um pouco aquela língua passando em volta do meu pescoço, como se quisesse sugar alguma coisa que ainda não tinham sugado, tentando aflorar em mim um desejo enterrado a partir daquele instante. Nem mesmo aquelas mãos tentando tocar todas as partes do meu corpo. Homens não sabem mais como tratar uma mulher de verdade, acham que é assim: beija, come e cospe o resto. Não é resto, não é como as coisas funcionam. Meu pavio é curto, nessas horas ou eu digo passivamente 'preciso ir embora' ou dou um soco no cara. A menos que eu esteja no clima e queira entrar na brincadeira também, porque uma parte de mim ainda é charlatã, sem vergonha e sem pudor..."
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